31/12/08

Time Out


Apesar de tudo, é um mundo maravilhoso

Vamos tentar o nosso melhor para o ano que espreita. Que se receia, mas que convida à resistência, de todas as formas.
Resistiremos, sem dúvida.
E venceremos.
Bom Ano Novo para todos os passantes - amigos e aproximações.
Aos amores, desejo o melhor. Como sempre desejei.
Dizem que a felicidade se conquista. Conquistemo-la, pois. Merecemos.

Trick of the light



I have a letter, familiar paper
I keep a figurine in a locket
It's dedicated, engraved initials
Yellow photograph in a pocketbook

Well the rim of her mouth was golden
Her eyes were just desert sands
But that's not her
That's just the light
It's only an image of her
It's just a trick of the light

She sent me letters, gave me directions
Name of the street where I should turn
And then she stood out front, wrapped in her bathtowell
Yelling, "Once you leave boy, you can't return!"

I was beating on her like an anvil
Beating her out of original shape
With that same old panic caught on her face
I copied the image of the ancient embrace

You remind me very much
Of someone that I used to know
We used to take turns crying all night
Oh, but that was so long ago now

Bury me deep in Love



Bury me deep in love,
Bury me deep in love
Take me in, under your wing
Bury me deep in love

There's a chapel deep in a valley
For traveling strangers in distress
It's nestled among the ghosts of the pines
Under the shadow of a precipice

When a lonesome climbing figure
Slips and loses grip
Tumbles into a crevice
To his icy mountain crypt

Bury him deep in love, bury him deep in love
Take him in, under your wing
Bury him deep in love

When the rock below is shaking
The heart inside is quaking
How long this cold dark night is taking
Bury me deep in love

Bury me deep in love, bury me deep in love
Take me in, under your skin
Bury me deep in love

And the little congregation gathers,
Prays for guidance from above
They sing, "Hear our meditation,
Lead us not into temptation
But give us some kind of explanation
Bury us deep in love"

You may lose me on the east face
You may lose me on the west
I may be covered over in the night

Bury me deep in your love yes
Bury me deep in love.
Bury me deep in love

Take me in, hide me under your skin
Bury me deep in love
Bury me deep in love, darling bury me deep in your love
Deeper and deeper. Deeper and deeper
Bury me deep in love

One has one's roots


(...)"em Brief Encounter, a história impossível de Alec e Laura, dois respeitáveis e casadíssimos anónimos que se encontram e apaixonam na mais cinéfila das estações ferroviárias. Com a excepção de As Pontes de Madison County, que obviamente não existiria sem Brief Encounter, desconfio que o cinema nunca mais filmou sacrifício igual: o sacrifício dos amantes pelo dever. Que o filme tenha sido rodado ainda durante a Segunda Guerra, eis um facto que talvez explique o tom digno e quase estóico de tamanha renúncia."


"(...)They both board the train and share a small compartment, where Dolly makes prying, side remarks about her companion from the tea room:

Dolly: Well, he certainly was very good-looking.
Laura: Who?
Dolly: Well, your friend, Doctor whatever his name was.
Laura: Yes, he's a nice creature.
Dolly: You've known him long?
Laura: No, not very long. I hardly know him at all really.
Dolly: Well my dear, I've always had a passion for doctors. I can well understand how it is...

As Dolly's words fade away, a zoom closeup slowly fills the frame with Laura's face as she begins an inner narration of private thoughts, interrupted by Dolly's further noisy questions:
Laura (speaking about Dolly to herself): I wish I could trust you. I wish you were a wise, kind friend, instead of a gossiping acquaintance I've known casually for years and never particularly cared for. I wish, I wish...

Dolly: Fancy him going all the way to Africa. Is he married?
Laura: Oh yes.
Dolly: Any children?
Laura: Yes. Two boys. He's very proud of them.
Dolly: Is he taking them with him, his wife and children I mean?
Laura: Yes, yes he is.
Dolly: Well I suppose it's sensible in a way, rushing off to start anew in the wide open spaces and all that sort of thing. But, ha, ha, wild horses wouldn't drag me away from England and home and all the things I'm used to. I mean, one has one's roots after all, hasn't one?
Laura: Oh yes, one has one's roots.

During a grotesque closeup of Dolly's gigantic lips which move as she speaks, Laura narrates further to herself:
I wish you'd stop talking. I wish you'd stop prying and trying to find things out. I wish you were dead - no I don't mean that. That was silly and unkind. But I wish you'd stop talking.(...)"

Balanço

E, já no finalzinho do ano, lamentavelmente tenho de reiterar isto.
Também, face aos dias de fogo, sublinho aquilo.
E, sempre - eternamente! - aqueloutro.
(no fundo, anda tudo ligado)

Preparando a noite (V)

(clicar para ampliar)


Preparando a noite (IV)


Preparando a noite (III)

Preparando a noite (II)

Preparando a noite (I)

30/12/08

Adieu

“Eis que nas palmas das minhas mãos te tenho gravado: os teus muros estão continuamente perante mim.”

Isaías, 49.16

Careful


Sunshine on your upturned face,
Everything falls into place,
Blue sky above, sand underfoot
The happiest I have seen you look.

Sunrise stirs the low landscape,
More beauty than your breath can take,
Boats out to sea, gulls in the air,
I might look as if I didn’t care.

Careful with me, careful with my heart,
The world keeps turning, my world falls apart,
When you’re out of reach from me,
When you’re out of reach from me

Fool or wise no in-between
I’ve been both and I can’t win,
If this love should suffer sudden death,
It won’t be because I’m not myself.

I don’t forget,
I depend upon,
the simple fact you turn my heart
over, over, over, over, over, over, over, over…

Careful with me, careful with my heart,
The world keeps turning, my world falls apart,
When you’re out of reach from me,
When you’re out of reach from me

Horse
1990

Always

(…)”oh what glee your words brought upon the soul of this humble creature.
Not the best of news, I’m afraid. And pray do allow my boldness (…) please do not underestimate yourself. I don’t want to take up too much of your precious time, but you can always indulge your good self in reading this whenever you fancy.
Amongst the things you’ve granted me the privilege of talking about yesterday – the most blessed afternoon – you mentioned (…) for which you nurtured a great deal of fondness. This humble servant carried some searches, but alas couldn’t retrieve much relevant information but this meagre and insignificant result: (…) does it, by any chance, ring a bell?
Please do accept my humble apologies for being as so bold on taking the liberty of writing you and pray do not vent upon myself your uttermost contempt.”(…)

Message in a blog, yeah…

(…)“You remind me very much
Of someone that I used to know
We used to take turns crying all night
Oh, but that was so long ago now”
(…)

E de repente, uma ideia…
Em vez de sombra muda, aparece.
Não que eu tenha vantagem nisso.
Mas compreendo-te.
Por isso, disponibilizo-me.
É simples: o coração é o impulsor de tudo.
E por ele devemos fomentar a concórdia.
Perdão e paz são componentes essenciais do bem-querer.
E talvez esta necessidade não seja pelo seu bem, mas sobretudo pelo nosso.
Abraço fraternal, petiza...

Lost in Translation

Leio: “The good you do to others will always come back to you.”
A sério?
É que para estes lados a realidade traduz-se mais como:”No good deeds will go unpunished.”

Imaturidade ou exibicionismo?

“Será que a blogosfera está «cada vez pior», como pretende (e é isso mesmo: pretende) Pacheco Pereira? (…) O seu crescimento desmesurado faz com que hoje seja bastante difícil dizer generalidades sobre «a blogosfera». Embora Pacheco Pereira tenha já dito que «lê tudo», é objectivamente impossível ler todos os blogues portugueses em actividade, e todos conhecemos um punhado de blogues bons mas obscuros, geralmente porque não são cooptados por ninguém. (…) É verdade que os blogues «conhecidos» estacionaram, e que a blogosfera não anda muito «excitante», mas não se vê em que sentido é que está «cada vez pior». (…) É evidente que se os desgostos amorosos, o envelhecimento, o luto, a saudade, a raiva ou as angústias metafísicas não interessam nada, então a blogosfera é de facto pouco interessante. Só que, ao contrário do que diz Pacheco, a blogosfera «pessoal» (que não necessariamente confessional ou intimista) interessa, e é bem interessante. Pacheco, que se acha sempre um adulto no meio de adolescentes, repudia os «estados de alma», que considera simples imaturidade ou exibicionismo. O longo convívio com a história do comunismo soviético acentuou nele essa ideia terrível: a de que só têm interesse os problemas colectivos, e de que as preocupações individuais são um umbiguismo estéril. Triste jdanovismo este, vindo de um homem que preza a liberdade.”

29/12/08

And the winner is...

Não vou embarcar nesse imbróglio que é elaborar uma lista do ‘mais’ e do ‘menos’ do ano que se acaba.
Vejo por aí a febre rotuladora e sorrio.
No passado tal sempre me fez vibrar, sobretudo com o que descobria por mão de tantos ‘notáveis’ do pensamento.
Mesmo discordando, era sublime perceber as justificativas, seguir o raciocínio das suas argumentações (quase) imbatíveis.
Ou, muito simplesmente, render-me às coincidências.
Porque já gostava antes deles o afirmarem.
E porque a sintonia é um veludo.
Agora surge um vago bocejo que me impede sequer de terminar o arrazoado disperso, e cresce uma certa indiferença perante tantos eruditos ditames.
Torna-se, assim, oficial: a petinga está com gripe…
Braba’!

Ignorance is bliss (even the phony one)


O parágrafo do ano (ou o modus vivendi “exemplar”).


(…)”Hipocrisia? Uma dose moderada nunca matou ninguém. E se matar ou magoar um bocadinho nós não sabemos.”

Lido por aí.

Fangs


"Bill, you were just licking blood out of my head, I don't think it gets much more personal than that..."
-Sookie-
(Episode "The First Taste")
Eu já havia ditado este como o ano deles…

"Indignation"

(...)"Se quiserem (dirijo-me sobretudo às mulheres) saber como funciona a mente masculina, este livro é absolutamente revelador. Tão revelador que qualquer homem pode dizer que o livro em parte conta a sua própria história(...)"Philip Roth revela (...) o modo de agir da psicologia masculina. Roth expõe-nos, e de caminho comove-nos. Se isto não é um grande autor, outra pessoa me explique o que quer que isso seja.

Postal de Gdansk


(... e o jeito que dava agora aqui o Paulo Soska Oliveira...)

"Mroczne płyty Leonarda Cohena (rozmowa z Leonardem Cohenem)
Zacząłem pisać piosenki, bo chciałem zarabiać więcej pieniędzy – wyznaje Leonard Cohen, poeta i pieśniarz ucieleśniający prawdziwą sztukę w krzykliwym świecie muzyki pop.
Uchodzi pan za mistrza melancholii. W latach 70. się mówiło, że pańskie płyty są tak mroczne, iż powinno się je sprzedawać z dołączonymi brzytwami. A teraz siedzi pan tu, w ten wiosenny poranek, w londyńskim hotelu i się uśmiecha. Znalazł pan remedium na melancholię? Leonard Cohen: Niestety będę musiał pana rozczarować. Jeśli miałbym w posiadaniu lek na melancholię, sprzedawałbym go w buteleczkach i szybko stałbym się niebywale bogatym człowiekiem. Ale proszę się nie martwić. Wprawdzie często bywam smętny, ale nie cierpię już z tego powodu. Nie oznacza to, że powodzi mi się jakoś wspaniale, ale źle też nie jest. Ale jeśli to pana uszczęśliwi, możemy sobie wspólnie podciąć żyły. Czy poczucie humoru Leonarda Cohena nie jest niedoceniane? Nie jest niedoceniane. Ma pan 72 lata, a jest promienny, widać, że w świetnej kondycji. Tym samym nie pasuje pan do stereotypowego wizerunku cierpiącego artysty o skłonnościach samobójczych. Skąd bierze się ta nowa lekkość bytu? Po prostu nie myślę w tych kategoriach. Samym sobą jako osobą już dawno przestałem się interesować. Zdałem sobie z tego sprawę w klasztorze. Mógłbym oczywiście przedstawić panu gotowe ogólne teorie na temat humoru, depresji i optymizmu, ale to byłby tylko taki grzecznościowy gest – żeby zrobić panu przyjemność. Bardzo oddalony od tego, wokół czego toczy się moje życie. Pańska partnerka, Anjani Thomas, wydała właśnie płytę „Blue Alert”, gdzie do własnych tekstów podłożył pan folkowe i jazzowe melodie. Jak dotąd nigdy nie pisał pan piosenek dla innych wykonawców, wyłącznie dla siebie. Czy było to stresujące zadanie? Wystarczająco skomplikowane jest dojście do porozumienia z samym sobą – patrząc na to z tej perspektywy: prawdziwym wyzwoleniem jest spojrzenie na sztukę z perspektywy, która nie jest włas-ną. Poza tym nie jest do końca tak, że napisałem te teksty dla Anjani. Ona po prostu wyszperała je spośród rzeczy, które miałem już gotowe. W tym celu praktycznie przetrzebiła moje archiwum. Dokonałem tylko małych korekt w kilku miejscach. Jak należy sobie wyobrażać pańskie archiwum? Mam jedno pomieszczenie z mnóstwem skrzyń wypełnionych notesami. Od jakiegoś czasu są one porządkowane, zamierzam je oddać do muzeum. "

Gotcha
Hanna! (sort of...)
Hugs to you too!
And enjoy your Cohen as much as I do, dear.

Loom

Noroeste

Se olho para aquele lado do mar, logo questionam:”Porque olhas naquela direcção? O vento mudou, vê as ondas deste lado, aqui o sol brilha; ouve as gaivotas felizes…”
Em silêncio, recordo o que os homens procuram esquecer – a verdade do que se sente, além de qualquer justificação.
Para lá da curva do tempo, sopra a deslealdade que desenhou os contornos do engano.
Permanece a raiz do que foi cortado cerce, e que fica, enrolada em si mesma; imortal.


“A disciplina do amor

Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?… Uma tarde (era Inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direcção.”

Lygia Fagundes Telles
in
“A disciplina do amor” – Fragmentos
1ª edição para Portugal, Agosto de 1982
Edições ‘O Jornal’

28/12/08

Coltranizar pela tarde mansa




Once in a Lifetime



And you may find yourself living in a shotgun shack
And you may find yourself in another part of the world
And you may find yourself behind the wheel of a large automobile
And you may find yourself in a beautiful house, with a beautiful wife
And you may ask yourself-Well...How did I get here?

Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/after the money's gone
Once in a lifetime/water flowing underground.
And you may ask yourself
How do I work this?
And you may ask yourself
Where is that large automobile?
And you may tell yourself
This is not my beautiful house!
And you may tell yourself
This is not my beautiful wife!

Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/after the money's gone
Once in a lifetime/water flowing underground.

Same as it ever was...Same as it ever was...
Same as it ever was...Same as it ever was...
Same as it ever was...Same as it ever was...
Same as it ever was...Same as it ever was...

Water dissolving...and water removing
There is water at the bottom of the ocean
Carry the water at the bottom of the ocean
Remove the water at the bottom of the ocean!
Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/in the silent water
Under the rocks and stones/there is water underground.

Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/after the money's gone
Once in a lifetime/water flowing underground.

And you may ask yourself
What is that beautiful house?
And you may ask yourself
Where does that highway go?
And you may ask yourself
Am I right?...Am I wrong?
And you may tell yourself
MY GOD!...WHAT HAVE I DONE?

Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/in the silent water
Under the rocks and stones/there is water underground.
Letting the days go by/let the water hold me down
Letting the days go by/water flowing underground
Into the blue again/after the money's gone
Once in a lifetime/water flowing underground.

Same as it ever was...Same as it ever was...
Same as it ever was...Same as it ever was...
Same as it ever was...Same as it ever was...
Same as it ever was...Same as it ever was...

Do mar aqui

Ou um amanhecer portuense.
Visto pelos olhos maravilhosos.

Into My Arms



I don't believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are
And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms

Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms

Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candlew burning
And make her journey bright and pure
That she will keep returning
Always and evermore

Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

27/12/08

Da Paz

(...)"bem sabemos que apenas Jesus é a Verdade, a única Verdade que nos sustenta no nosso dia-a-dia, a nossa única esperança e consolação.(...) Aqui deixo um trecho do “Christmas Oratório” dessa alma bendita que foi Bach, que me tem acompanhado hoje, e ouvido seguramente mais de cem vezes (está a aparelhagem no “repeat” pois…).
Jésus, mon bonheur et mon délice,
Mon espérance, mon trésor et ma richesse,
Mon rédempteur, mon refuge et mon salut,
Berger et roi, lumière et solei! !
Ah, comment mes louanges peuvent-elles
Etre dignes de toi, Jésus, mon Seigneur?

‘O preceito alçadiano’

A foto que anuncia o último filme de Baz Luhrmann é sugestiva.
Apesar da protagonista nunca me ter verdadeiramente persuadido em filme algum (simpatias, ou o seu contrário), existe uma energia latente no intenso Jackman (dilecção antiga por razões, admito, superficiais).
Desperta memórias de química similar; intensos episódios de vida quando se gosta de a viver, se deseja alguém e se é igualmente desejado.
A sinopse lida num roteiro ‘fora-de-casa’ qualquer, é burlesca. O guião surge farto em "água-com-açúcar" e lugares comuns das fábulas cor-de-rosa. Algo entre Max du Veuzit e Barbara Cartland.
A visionar em vídeo, entre almofadas e edredão, noite fora. Lá para o próximo Outono.
Evocando a vida, mas com profundidade, n’ ”A Espuma das Coisas” (NS155), António Mega Ferreira partilha o olhar liso, sábio, de Alçada Baptista, com quem sonhei há dias – provavelmente devido ao lembrar-se a sua obra, a sua pessoa e a sua partida – e que me deixou mensagem pessoal. Situação tão bizarra, mas tão adequada, que nem então, nem agora, elucidarei. Oportuno e vital, este texto: “ (…) um dia, no meio de uma daquelas conversas longas, pausadas, enleantes, de que era mestre indiscutível, António Alçada Baptista pôs-me a mão no ombro e disse-me:”Sabes, António, o mundo divide-se em duas categorias de pessoas: as que gostam de viver e as que não gostam de viver.” A definição, de luminosa, tornava-se-me óbvia: por que razão nunca pensara no mundo assim? Estava habituado, por formação académica e inclinação social, a saber que havia no mundo progressistas e conservadores, iluministas e obscurantistas, ricos e pobres, racionalistas e idealistas, católicos e não católicos. A verdade é que nenhuma dessas dicotomias esgotava a minha vontade de catalogar as pessoas, que, nesse tempo (tinha eu vinte e tal anos), era quase uma obsessão geracional. A classificação de António Alçada introduzia no meu horizonte de referências uma alternativa que convinha melhor ao meu indisfarçável hedonismo e à quase bulímica curiosidade intelectual que me consumia: reconhecer nos outros o lampejo de paixão que identifica o que gosta da vida acima de todas as coisas passou a ser um dos meus mais constantes exercícios de observação, capaz de me evitar o dissabor de querer arrancar, a quem não quer da vida mais do que a sobrevivência, expansões e manifestos que a sua índole não permite. A mim, a sistemática aplicação do preceito alçadiano poupou-me o amargo custo de muitas desilusões; aos outros, o incómodo das expectativas frustradas. A lição de António alçada constitui uma das normas mais frutuosas que alguém me transmitiu na vida.(…)” .
Se justificativa necessitasse para algumas das minhas entranhadas afeições, ela ficou distintamente esclarecida: gosto de pessoas que gostam de viver. Das luminosas, mesmo que esquivas, das sadias, apesar de mordentes, das perspicazes, mesmo se egocêntricas. Porque os seres que transmitem paixão naquilo que fazem, e vivem a vida com curiosidade, coragem, generosidade e prazer, são exemplos memoráveis.
Certo que existem as imitações. Os enfastiados que espalham a sua ciência a troco de números, de fama, de equívocos que lhes são – temporariamente - favoráveis. A esses aplica-se-lhes o axioma que reza mais ou menos assim: “ podem enganar alguns durante muito tempo, enganar muitos durante algum tempo, mas não podem enganar todos o tempo todo”.

Vestir a camisola

Orgulho puro

http://jansenista.blogspot.com/2008/12/para-um-natal-criativado.html

A petinga 'tá-qui-tá'!...

Amigas

The Walk Of The Giant Turtle

Sonnet XLIII

How do I love thee? Let me count the ways.
I love thee to the depth and breadth and height
My soul can reach, when feeling out of sight
For the ends of Being and ideal Grace.
I love thee to the level of every day’s
Most quiet need, by sun and candlelight.
I love thee freely, as men strive for Right;
I love thee purely, as they turn from Praise
I love thee with the passion put to use
In my old griefs, and with my childhood’s faith.
I love thee with a love I seemed to lose
With my lost saints, - I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life! – and, if God choose,
I shall but love thee better after death.


Elizabeth Barrett Browning
(1806-1861)
in
Sonnets from the Portuguese

26/12/08

"Gostei de falar..."

Os pecados são eternos?!

"Os pecados são eternos

S. Francisco de Assis não era bom de boca. Explico: sempre que colocavam um prato de comida à sua frente, o santo temperava tudo com cinzas. Para tirar o sabor da coisa. E, depois, com uma resignação só acessível aos crentes, comia tudo sem ligar às tentações do palato.Lembro são Francisco ao ler o breve tratado que Francine Prose escreveu para a Oxford University Press. Intitula-se "Gluttony" (Gula), e seu texto é o melhor "apéritif" para acompanhar as notícias do momento. Segundo um cientista americano, os gordos já ultrapassaram os famintos deste mundo.Vocês querem números? Gordos: 1 bilhão. Famintos: 800 milhões. Cronista: nem uma coisa nem outra -mas, olhando para a balança, já tive dias melhores. E são Francisco? São Francisco só entra nessa história porque não ouvi uma palavra da igreja sobre o fenômeno.Estranho. Quando o assunto é fome (imagem: crianças africanas cobertas por moscas africanas), erguem-se vozes sacerdotais para denunciar as injustiças do planeta. Mas a gula é pior que a fome. Fome não é pecado. Gula, sim. Ou, pelo menos, era -e Francine Prose, com ironias mil, explica como. Basta consultar os textos canônicos para escutar o mandamento: quem adora demasiado a barriga acaba por desleixar a adoração a Deus. Pior: a barriga não é apenas o local de todas as chegadas. Também funciona como ponto de todas as partidas. Quem come muita carne acaba por ceder às tentações da carne (olá, luxúria). E quem cede às tentações da carne não evita o cigarro-clichê e a frase-clichê: "Querida, foi bom para você?". Desce o pano, e a preguiça se instala entre os amantes. A gula, culpada, leva a taça.E assim foi, pelo menos até o Renascimento, quando a gula sofre a primeira grande mutação. Conta Prose que a diminuição da influência da igreja sobre a conduta dos homens não eliminou a natureza pecaminosa dos comedores. Dante, na sua "Divina Comédia", enfia os glutões no terceiro círculo do inferno, condenados a sofrer tormentos físicos e gélidos.E, na poesia da época (ler "The Faerie Queene", de Spenser), a gula ganha forma humana: um corpo deformado que passeia entre terceiros. Sem escape. Fato: podemos ser irados, vaidosos, avarentos, orgulhosos, lascivos e invejosos. Mas a gula é o único pecado que exibimos no corpo. Literalmente.E hoje? Hoje, com o declínio das teologias tradicionais, o pecado da gula continua por outros meios. Nas palavras de Francine Prose, houve uma "dessacralização" do pecado, rapidamente convertido em linguagem temporal. Ninguém atenta mais contra Deus ao comer uma fatia extra de bolo com chantilly. Mas comer essa fatia extra é um atentado contra um outro deus: o deus da saúde, da beleza e da eternidade.Por isso o guloso (o "obeso", em linguagem técnica) continua um "pecador" aos nossos olhos. Porque ele viola grosseiramente a religião juvenil que se instalou em volta. Uma religião que converteu igrejas em ginásios. E fez de pílulas milagrosas a sua prédica matinal."
João Pereira Coutinho



Como outros, guardo este texto (que deve datar de há dois anos) sem outra referência que não seja o autor (sim, tendo um nadinha para o desorganizado).
Pela nota ‘abrasileirada’, é uma crónica (ou crônica, como ele escreveria na circunstância) do ‘Folha de S. Paulo’.
Vem isto a propósito desta época de festivais gastronómicos pejados de açúcar e canela, de pilhas de tachos e amontoados de travessas e de um vago enjoo de manhã à noite.
Para quem pôde; que por aqui foram apenas simples rabanadas à pressa (tanto o confeccionar, como o degustar) entre caixas de medicamentos, tabuleiros com chás e sopas ferventes. Espirros, calafrios, insónias e psico-dramas caninos.
Qual aletria, qual Bolo-rei feito em casa, ou sequer da pastelaria da esquina!
Nem umas filhós da fada Ka! Nada!
As nozes, amêndoas e avelãs quedam-se muito encasteladinhas nos cestinhos e as frutas cristalizadas enrijecem-se no açúcar. Tempos de falta de apetite, de paciência e de saúde. Generalizados.
Em resumo: aqui não há pecado algum a exibir.
No corpo ou na alma.
E sabe tudo a cinzas.
Tudo.

The ghost and Mrs. Muir

“Long ago, on the seacoast of England, in a small village called Whitecliff-on-the-Sea, lived a woman who fell in love with a man…”(…) What is most remarkable of all is the fact that for a love story, Lucia and Gregg never touch, never kiss and never truly reveal their love for each other until the very end, and if that is not a testament to the institution of love than nothing could ever be!”(…)
– Mary Sibley -
The Moods

Time drops in decay,
Like a candle burnt out,
And the mountains and woods
Have their day, have their day;
What one in the rout
Of the fire-born moods
Has fallen away?

W.B. Yeats

Ao 'Lucky' *

“No olhar dos animais existe uma luz profunda e suavemente triste que me inspira uma simpatia tão grande que o meu coração se abre como um hospício para acolher todo o sofrimento das criaturas. (…) Se não fosse o respeito humano, eu ter-me-ia ajoelhado perante tanta paciência, tantas torturas, porque eu via uma auréola em volta das cabeças destes seres dolorosos, uma verdadeira auréola, grande como o universo, colocada pela própria mão de Deus. (…) Ó poeta, acolhe os animais torturados na tua alma, aquece-os e faz com que vivam em eterna felicidade! Vai e anuncia a palavra humilde que ensina a bondade aos ignorantes!” (…)

Francis Jammes
* que depois da morfina e das cirurgias, está em recuperação.

25/12/08

Pronúncia do norte

Homessa!


Protestamos! Eu, Ingrid, fui há pouco ferida na vista direita por um gato mal humorado, um daqueles que a minha dona insiste em albergar nos nossos domínios -sim! 'nossos'! - e a Kaya, que não lhe apetece dizer nada, está com uma febre intestinal (digamos assim) que 'fáchavôre'!
E ainda por cima, obriga-nos a posar com adereços idiotas para uma foto para um 'belógue' ou lá o que é! Vaidades! Palermices! Coisas da dona tonta que devia ter juízo!
O que lhe vale é que a amamos muito, muito; na verdade, somos doidas por ela, senão... grrrrr... auf, auf, nhack, nhack!
E também estamos tristes porque há minutos o 'Lucky' da Néné foi atacado por cinco cães de guarda de uma fábrica (os portões estavam abertos e eles à solta!) e arrancaram-lhe a cauda, deixaram-no com os quartos traseiros destruídos e o nosso amiguinho está muito mal, no Hospital Veterinário do Porto...
Mas que Natal, hã?...

Nota rosnada: isto sucedeu entre as cinco da tarde e as dez da noite de 24...
Ninguém dormiu a noite TODA com as dores de barriga da Kaya e o susto da minha vistinha magoada. A manhã não trouxe novidades; ainda fecho o olho e estou muito murchinha.
A Kaya está a arroz cozido e paciência.
Estamos raladas com a sorte do pobre Lucky...

23/12/08

Votos

E a todos os não declaradamente mencionados, mas que existem; que (me) chegaram e que haverão de se desenvolver: desejo-vos um tempo sereno.
Um tempo de verdadeira partilha.
De francos sorrisos.
E de fé.

As melhoras do Simon!

E a esse Amigo terno, paciente, atento e compreensivo, que cede colo de madrepérola...

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXXII)

Ao dedicado 'Mialgia de Esforço'

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXXI)

Ao imprudente necessitado

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXX)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXIX)

Ao inventivo 'galego Filomeno'

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXVIII)

Ao talentoso Henrique Raposo

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXVII)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXVI)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXV)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXIV)

Ao meu parlamentar favorito

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXIII)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXII)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXI)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XXI)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XX)

Ao admirável Carlos Portugal

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XIX)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XVIII)


“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XVII)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XVI)

Ao cortês Joel Neto

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XV)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XIV)

“A amizade e o amor não se conseguem explicar” (XIII)