Vou lá* e gosto, gosto, gosto muito e, de repente, não gosto nada.Aquilo desanda como a maionese à volta da colher, língua de fora e muita força no braço, que dói demais enquanto o fio de azeite engrossa e vai tudo para o lixo.
Escorre devagar pela malga; perde-se.
Vou lá levada por ele, por ele, por ele , por ele e quero gostar mesmo a sério, como se fosse imperativo do bom gosto ou do gosto assim-assim a inclinar-se para o bom, mas não consigo. Enerva-me um bocadinho, tanto que seja gostável, como a tendência para deslizar, sumir-se - pelo menos para mim - o sentido estrito de tudo, a linha imaginária, o cerne; até quase gritar de nervos. Raiva. Inveja. Pura.
E azeda.
* - não digo onde.


2 comentários:
Daqueles que refere há um que, de vez em quando, me irrita por se tornar vulgar!
É pena, mas a assumpção do que somos é algo que nem todos conseguem. É pena porque afecta o produto literário.
Quando for 'maior', será 'melhor'.
Demos tempo ao tempo.
Talvez.
:)
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