Fantasias? E porque não?Porque é assim tão mais importante o que por aí vai nesta triste choldra?
Não há dia em que não venha a lume novas ignomínias, que não se digam e desdigam historietas mal contadas, que não acreditemos mais nas nossas dúvidas, do que nas certezas alheias.
Os jornais pejados de tristezas: roubos, maquinações, mulheres assassinadas por quem as deveria proteger, crianças abandonadas, idosos tripudiados, animais maltratados, uma súcia de bandidos a dirigir tudo e mais alguma coisa, desemprego crescente, dívidas incontroláveis; a desilusão connosco mesmos, o engano com os outros.
A publicidade embusteia (o Don Draper tinha razão, é felicidade, mas também é traição), as notícias escolhem-se, o destino é uma incógnita; …então, porque não, um bocadinho de riso, de sonho e de ilusão?


4 comentários:
Na verdade, todos os dias nos confrontamos com notícias de calibre deprimente, como aqui se refere no Post. E, se calhar, continuará a acontecer com maior frequência. Nesta Sociedade cada vez mais violenta e menos tolerante. Espanta-me, sobretudo, em pleno Séc. XXI, o crime resultante do ciúme entre jovens (ele a matar a namorada)! Coisas destas sucediam mais frequentemente há várias décadas atrás. Fica-me a impressão de que um certo conservadorismo (machismo) tosco e maligno estará a regressar. Porquê? É verdade que muita coisa mudou. Há uns anos a esta parte que se facilita. Em muita coisa. Ou quase tudo. Na educação (em casa e na escola), no civismo, nos exemplos vindos de cima (olhe-se para os nossos políticos), em largos sectores da Sociedade, nos comportamentos sociais, etc. E o embuste tornou-se prática normal e por aí fora. Como dizia, há muitos anos, um imbecil e cabotino que foi meu companheiro de Liceu, “o mundo é dos espertos! Se não o fores, tramas-te! Ficas para trás!” Quem sabe se não estaremos, hoje, a a “regular-nos” por estas “máximas”! Tremo só de pensar, mas pode estar a suceder. Conheço exemplos disto e vários, nos dias que correm. Sobretudo no mundo profissional. Such is life!
Mas também vão sucedendo coisas boas. Por vezes pequenas, passageiras, mas que nos animam a alma cansada após um dia mais chato de trabalho. Outro dia, aconteceu-me isso. Recebi um daqueles sorrisos simpáticos e amáveis quando efectuava uma compra que me recarregou as baterias. Um sorriso sem intenção particular a não ser isso mesmo, o de se estar a ser simpática, de quem nos quer bem, sem pedir nada em troca. “Parece que hoje não é o seu dia?” Respondi-lhe que assim tudo indicava. Enquanto completava o embrulho, voltou a sorrir-me e disse-me: “olhe que nem tudo é mau na vida! Então tenha um bom resto de dia”! Devolvi-lhe o sorriso simpático, agradeci-le e lá fui embora, mais reconfortado. Sim, ela tinha razão. Há coisas bem piores do que muitos dos nossos problemas. Como alguns desses que o Post da Margarida refere.
P.Rufino
É o país que temos. Mas viver nos nórdicos sem sol, com frio e bem estar é capaz de não ser melhor!
Oh..., o meu ponto de fuga passou a ser Forks - 'the wettest place in continental U.S.', como sussurrou o inolvidável Edward numa inesquecível aula de Biologia.
Ali encontro um rosa eterno, renovável; só meu.
E, convenço-me crescentemente, essas sensações não se explicam.
É provável que nem precisem disso.
Sim, sim, Helena. Eu GOSTO muito deste meu País. Posso é não concordar com muita coisa que por cá se passa, mas gosto dele, das suas paisagens, das gentes, do tal sol, do clima, do céu azul, da gastronomia, do vinho, de tanta coisa!
P.Rufino
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