11/07/11

é urgente

“É provável que eu morra nos próximos dez, quinze anos. Tenho filhos e netos, amei e fui amada, escrevi livros, ouvi música e viajei. Poderia dar-me por satisfeita, o que não me faz encarar a morte com placidez. Se amanhã um médico me disser que sofro de uma doença incurável, terei um ataque de coração, o que, convenhamos, resolveria o problema. Mas, se isso não acontecer, quero ter a lei do meu lado. Gostaria que o debate sobre as questões aqui abordadas, o testamento vital, o suicídio assistido e a eutanásia, decorresse num clima sereno. Mas teremos de aceitar a discussão com todos os opositores, mesmo com aqueles que, por serem fanáticos, mais repulsa nos causam. Que ninguém se iluda: a análise destes problemas é urgente.”

Maria Filomena Mónica.

Já tenho, ainda não li, já sei que vou gostar.
E concordar.

5 comentários:

António de Almeida disse...

A questão é complexa, mas simplificando, sou favorável ao testamento vital, contrário à eutanásia. O testamento vital não deve poder ser revogado caso a pessoa já se encontre em fase de sofrimento, pois terá perdido faculdades...

Helena Sacadura Cabral disse...

É um livro que a alguns poderá angustiar. Mas trata assuntos que é urgente debater.
Porém, espero jamais ser confrontada com as decisões de um filho que me peça para morrer. Não seria capaz.
Por isso, o problema subsiste, porque inclusivé o médico pode furtar-se a cumprir as nossas decisões.
A quetão tem, assim, sempre dois lados: quem decide e quem executa!

Anónimo disse...

Mais um livro dos amigos do Barreto, pago por uma fundação que tem isenções fiscais. Bonito!

Margarida disse...

Ora bem..., agora que a coisa passou a 'restrita', sei quem são os elementos com acesso, por isso surpreendo-me com o anonimato.
Não gosto. Nunca apreciei, acho uma porção de coisas que prefiro nem redigir.
As opiniões são legítimas, debatíveis e aceitáveis, mas a falta de 'rosto' faz-me uma impressão inacreditável.
Esta coleccção vai quase na vintena de publicações, sobre temas variadíssimos e todos de relevo cívico, apreciando-se ou não o tema de cada um.
Se os autores são todos amigos do sociólogo, ainda bem para ele.
A dama é, no momento, sua mulher.
Se a fundação tem isenções fiscais, está equiparada a tantas outras que não terão metade do seu interesse e muito menos virtudes, e continuam por aí, para deleite dos seus titulares (vivinhos da costa) e seus apaniguados.
Homessa!
O interesse desta temática fica assim reduzido a este considerando amuado?
Tenho pena.

Margarida disse...

Em tempo: não aprecio, mas mantenho a possibilidade do anonimato.
Lá está - respeito a necessidade de "atirarem a pedra e esconderem a mão".
Cada um é como é; bom proveito.
;)