ligas estremunhado depois da hora do almoço, reclamando do tempo e da saúde, rindo dos sonhos e inquirindo sobre o programa do dia; alertas para os textos dela, sobretudo este (presumo), espantado com o facto de as mulheres serem assim.
pedes que não leia, sugerindo que o faça, nesse teu habitual registo do era-não-era que tanto me irritava até me seduzir.
as mulheres são isso e mais. às vezes muito menos. outras, nada. somos humanas com tendência divina, que isso de reproduzir a espécie tem qualquer coisa mágica. acho.
resmungas sobre a perspectiva do (resto do) dia assoberbado com deveres e tarefas domésticas que sobram implacáveis. sei do que falas, enquanto pondero sobre ter coisas para fazer e ignorá-las.
um sábado preguiçoso como tantos outros - como quase todos os outros -, é das malandragens mais saborosas que existem.
voltamos ao tema dos amigos que nos deixam perplexos com atitudes que confundem e perturbam. discorremos sobre a essência das questões economicistas - ir aos saldos ou não, eis a questão -. criticas o meu excesso aquisitivo durante a época de promoções, esquecendo que só compro o que me fascina e, sobretudo, "fica em conta".
admoestas-me docemente pela ânsia carnal, entre o desejo do sim e a impossibilidade física.
somos dados a divagações e, constata-se, infinitos perdões.
somos dados a divagações e, constata-se, infinitos perdões.
enervas-me e fazes-me rir.
entre abraçar-te e beliscar-te vai um nada.
anda daí!

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