"No espaço de 1 semana li dois livros maravilhosos: Pan e Victoria (este li-o entre sábado e domingo), de Knut Hamsun (1859 - 1952, norueguês, prémio nobel da literatura em 1920).
Os livros são avassaladores e provocaram-me um turbilhão de ideias e sentimentos. Fiquei emocionalmente arrasado. Sabe aqueles filmes que por vezes nos fazem verter algumas lágrimas?...
Fiquei horas a reler algumas partes de cada um dos livros…e a interpretá-las.
Knut Hamsun conhecia a parte mais íntima da alma das mulheres e sabia descrevê-las como poucos vi fazê-lo (só talvez em André Gide, que foi influenciado por Hamsun).
É um dos escritores que mais me marcaram e marcam. Knut Hamsun influenciou Henry Miller, André Gide, Thomas Mann, Franz Kafka, Máximo Gorky, Stefan Zweig, Hermann Hesse e Ernest Hemingway. Knut Hamsun é o pai da literatura moderna.
Estes dois livros (Pan e Victoria) fazem-me recordar outros dois de André Gide: La Porte Étroite e La Symphonie Pastorale. Hamsun é superior.
Faça um favor a si mesma: leia-o, começando pela ordem dos livros publicados em Portugal: Fome, Pan e Victoria (foi o que eu fiz).
Pena é a simpatia que ele teve pelo nazismo. E mesmo assim escreveu como ninguém o tinha conseguido até então e mesmo depois. Durante muitos anos esteve proscrito na Noruega.
E mais ainda: com a leitura destes livros recordei-me do inesquecível "Breve Encontro" de David Lean (e ainda de "A Filha de Ryan"). E também do concerto para piano e orquestra nº 2, de Rachmaninov (é a banda sonora de "Breve Encontro" e aparece cada vez mais alto quando a actriz Celia Johnson está a pensar, em casa, junto do marido, no doloroso "não" que deu a Trevor Howard). Ouço muitas vezes os 4 concertos para piano e orquestra de Sergei Rachmaninov. Inesquecível é a vida."
J.T.

1 comentários:
Concordo inteiramente consigo. Ora aí está um fim de semana bem passado longe das multidões que povoam as praias e as estradas.
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